De Sofia a 25 de Novembro de 2004 às 17:04
Pessoalmente não considero nenhum 'mal' ou sofrimento como desnecessário, vejo-os apenas como escolhas que nos trazem aprendizagens preciosas, que nos mostram um pouco mais de nós mesmos e das formas como escolhemos nos expressar.

Quanto à paixão, não a vejo distante do Amor ou mesmo em lados opostos, assim como não vejo uma paixão transformar-se em raiva se cada acto for de e em Amor, mesmo uma pequena (ou grande) paixão.

Sou apaixonada por Natureza... pela vida, por tudo o que me rodeia. Por vezes surgem umas paixões (no geral) maiores e assolapadas que me mostram outras formas de ver as coisas. Essas expectativas criadas pelo outro não são a paixão nem vice-versa. Paixão pode até ser só pele e durar aquele momento, mas vivida intensamente, sentindo-a por completo, pode ser uma experiência em pleno. Mas podes viver esta paixão COM as tuas expectativas sobre o outro, a responsabilidade que lhe imputas pelos seus actos e palavras... levando provavelmente à desilusão. Ou podes vivê-la SEM essas expectativas, apenas estando, SENDO o momento, SENDO essa paixão, SENDO o outro, SENDO UM. É assim que vejo as coisas.

Agora o Amor... não vejo como ele pode não estar presente se a minha (e tua) essência é Amor. Ao tomarmos consciência deste amor, não há como fazermos as coisas sem ele. Seja um passeio, um relacionamento, uma tarefa, uma paixão.

É verdade que as paixões agitam as águas do nosso lago interior e, por consequência, todo o nosso SER. Quando estamos num estágio em que essa serenidade é natural e impertubável, sentimos se calhar na mesma intensidade, mas de uma forma totalmente diferente. Mas quando essa serenidade a tempo inteiro se faz difícil, forçá-la é como querer chegar ao final daquele caminho sem o percorrer. Podemos chegar lá, claro. É bom! Mas falta tudo o resto. De outra forma, naturalmente chegaremos lá e nada será forçado, nada será "custoso"... apenas SERá.

Olha... sei lá... saíu! :)
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