Terça-feira, 29 de Agosto de 2006

a meditação

17110005.JPG Aparentemente, o tema da meditação é um tema polémico, que tem trazido alguma confusão.


A meditação é um 'exercício' no qual a imobilidade física e mental aguça o estado de atenção interior, pondo-nos em contacto connosco próprios e com o ambiente ao nosso redor. Não tem nada de perigoso, apesar dos mitos que possam existir.


Vou passar a explicar o tipo básico de meditação. A calma e o relaxamento mental que daí advêm trazem um benefício extremamente poderoso. Todos os tipos de meditação começam por estabilizar os pensamentos, por isso esta meditação que vou passar a explicar é a base de todas as outras.


Comecem por encontrar um local sereno e sentem-se -numa cadeira ou, de preferência, no chão com a coluna o mais direita possível. Devemos permanecer durante todo o tempo de meditação completamente imóveis, pelo que antecipadamente devemos certificarmo-nos de que estamos confortáveis. Os olhos devem estar fechados. As mãos devem pousar relaxadamente sobre as coxas. A língua relaxada na boca, colada ao palato. Aqui começamos. Muitas pessoas pensam que devemos soltar a mente e deixarmo-nos entrar num qualquer tipo de transe. NADA DISSO! Não nos devemos distrair nem soltar a mente. Muito pelo contrário: devemos permanecer atentos a TUDO: sons,  sensações, etc. Assim que nos distraímos, retomamos a atenção sobre a respiração: podemos focar a atenção no movimento ou na sensação das narinas ou no abdómen. Ao repararmos nos pensamentos, não lhes damos continuidade nem os reprimimos. É muito importante que não haja auto-censura. O ideal é colocar um rótulo ao que acontece e retomarmos a atenção na respiração; por exemplo, temos uma comichão, dizemos mentalmente, “comichão” (é o rótulo) e concentramo-nos novamente na respiração; igual com o pensamento, rotulamos dizendo mentalmente “pensamento” e passamos a “olhar” para a respiração, sempre com ternura e sensibilidade. Com uma atitude de amor. Como se estivessemos a ensinar um bebé a andar. O praticante de meditação dentro de nós é o nosso filho irrequieto que se aborrece com a imobilidade. Para surtir efeitos, esta prática deve ser diária; começamos com 10 a 20 minutos.Ao acabar, podemos pensar que nada aconteceu, que estivemos a perder tempo. Não é verdade! Leiam aqui sobre os efeitos da meditação. e : ) já agora, gostava de ter feedback. H, eu sou nada tb


 

publicado por Isabel às 11:07
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8 comentários:
De Alexandre T. a 19 de Setembro de 2006 às 23:58
Nem sempre a curiosidade leva á experiencia, mas entendo a resposta, pode ser que um dia a satisfaça.
De IsabelBodhisattva a 19 de Setembro de 2006 às 02:01
ALEXANDE, é até difícil explicar a mudança que aconteceu na minha vida desde que descobri o budismo e comecei a praticar meditação com mais regularidade. os efeitos são surpreendentes... experimenta e diz-me tu...
De Alexandre T. a 18 de Setembro de 2006 às 17:06
Gostava muito de saber porquê?
Em que é que te ajuda a ti?
Um abraço

De H K Merton a 30 de Agosto de 2006 às 16:15
Olá, querida amiga!

O começo da prática meditativa muitas vezes traz à tona essas várias contestações por parte da mente racional. Como é difícil, para todos nós, tão acostumados a viver nas "flutuações" do mundo materialista, entregarmo-nos à essa nova e transformadora experiência!

Conheci pessoas que tinham medo de se "entregar" e serem "possuídas" por alguma energia maligna... Para esses, tenho uma solução muito simples: Antes de começarem a prática, façam uma oração, entreguem suas almas ao Pai celestial, e acreditem que, somente ao se tornarem um "bambu oco", esvaziando a mente das preocupações mundanas, é que o vento da existência poderá soprar através deste, e assim, produzir bela música...

Um beijo para ti, amada!
De joao a 30 de Agosto de 2006 às 13:03
Isabel, o Sagara é realmente uma pessoa especial. Cativante e inspiradora. Quanto aos meus filhos, são a minha maior paixão e a minha maior fonte de inspiração e meditação. Estou sempre a aprender com eles. Obrigado pelas palavras amigas.
De isabelbodhisattva a 30 de Agosto de 2006 às 11:38
IMHOTEP O tempo de experiência não conta nada neste tipo de Caminho... além disso, n sabes qual d nós tem mais experiência, há quantas vidas é k tu começaste? ; )
quanto aos posts antigos, sou curiosa: quais é k leste, se puderes vai comentando pa eu ter feedback e seguir-te o rasto :P
a meditação é um mundo, sim ... a mente é um desconhecido universo pleno de emoções intensas que nos arrastam para uma espiral de... de profundidade obrigada pela visita * nymanyid
JOAO - Que bom o Sagara ser o teu orientador, ele é um espectacular, n é? Em relação aos teus filhotes k n te deixam mt tempo pa meditar, n há nada melhor pa nós adultos do k aprendermos a meditar com crianças, elas vivem sempre sempre no momento presente, aqui e agora; aproveita o privilégio tos teus filhotes pa meditar com eles, ou seja, quando estiveres com eles, vira toda a tua atenção pa eles...
De Imhotep a 29 de Agosto de 2006 às 18:15
Olá Isabel. Tenho andado meio ausente da net, mas acho que estou de volta. Vi os teus comentários, vou responder. Também estive a ler alguns posts antigos teus, e gostei muito, continua!

Gostei da "atitude de amor. Como se estivéssemos a ensinar um bebé a andar."

Eu não tenho tanta experiência como tu, mas actualmente medito (quase) todos os dias. Parece um mundo imenso por descobrir, não é? Acontecem tantas coisas a meditar. Os pensamentos e emoções surgem por si, fica-se a olhar para eles e desaparecem. Por vezes é uma confusão e abandona-se o momento presente... outra vez a inconsciência, a imaginação, e depois volta-se. Mas o mais interessante é que parece não se controlar nada. Não se escolhe o que pensar. Será isso o "determinismo cármico"? Mas por outro lado há este pequeno espaço, em que se observa. Como se só aqui se estivesse consciente, acordado.

Além da respiração também gosto do corpo como objecto de concentração para me trazer ao momento presente. O yoga nisto ajuda, gosto de meditar nas posturas.

Talvez o essencial seja mesmo a maior atenção ao momento presente. Por exemplo, dizer "não volto a fazer isto", não ajuda nada. Mas estando desperto as coisas acabam por correr bem. Também nesta perspectiva a meditação é útil.
De joao a 29 de Agosto de 2006 às 12:02
Olá Isabel, sabes, descobri a meditação à cerca de 1 ano e 8 meses. Pratico agora semanalmente na UBP de Lisboa, pois como já percebeste tenho 2 crianças, que me deixam pouco tempo para a prática diária. O primeiro ano ainda fiz todos os dias, mas depois nasceu o Gabriel, e a minha prática passou a ser outra… lol No entanto devo dizer-te que tenho 2 paixões na vida. A família e a meditação!

Metta,
João

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