Sábado, 16 de Outubro de 2004

Sobre Bodhisattva!

Bodhisattva é uma palavra sânscrita e o seu conceito muito usado no Budismo Tibetano. Um Bodhisattva dedica todas as suas acções, palavras e pensamentos ao bem-estar e felicidade dos outros. Na realidade, isso pode ser encarado apenas como mais uma outra forma egoista ou egocêntrica de estar no mundo. Passo a explicar: é que eu acredito na interdependência; aliás, não se trata de uma questão de fé, mas de ciência, a Física explica isso claramente e a televisão dá-nos disso provas todos os dias: uma guerra no Iraque muda-nos o quotidiano, seja apenas porque o preço da gasolina sobe, ou, de modo ainda mais comezinho, porque vemos imagens no Telejornal que nos incomodam e, de algum modo, mudam o nosso estado de espírito. É a velha teoria da borboleta que bate as asas numa parte recôndita do mundo e provoca um tufão noutro qualquer sítio do planeta. Esta interdependênciaglobal não é já uma teoria filosófica, mas faz parte da ciência. Alguém que está mal-disposto pela manhã deixa atrás dos seus actos e palavras (já para não mencionar a energia negativa) uma série de reacções, umas mais visíveis, outras nem tanto, mas o certo é que influencia com a sua má-disposição os outros. Isto inicia série de acontecimentos que se sucedem em cadeia e podem ir parar ao outro lado do mundo. Este processo de acção-reacção ou lei da causalidade é chamado também de Karma. (O Karma não tem nada de transcendente!) Se eu tiver mesmo cuidado com o que faço, se em vez da má-disposição, espalhar alegria (na medida do possível) vou acabar por melhorar o ambiente à minha volta. Simplesmente, mas de forma que pode ser considerada egoista, melhoro a vida dos outros, assim como a minha própria (pela tal lei do Karma). Ou se preferirem, ao melhorar a vida dos outros, melhoro a minha. Os termos podem ser invertidos à vontade, uma vez que essa interdependência não tem hierarquia, é uma interdependência muito mais universal. Bom, um Bodhisattva espalha felicidade à sua volta, não esquecendo a sua própria, pois se não há hierarquia, também não existe um "eu" à frente dos outros ou os "outros" à nossa frente. Existimos apenas nós TODOS interdependentes, dependentes uns dos outros. No concreto, o que é que faço? Simplesmente, tento estar muito atenta aos outros. Há várias técnicas para melhorar a atenção, um dos processos que uso é a "meditação". Pessoalmente costumo praticar dois tipos de meditação, mas sobre isso falarei numa outra altura.
publicado por Isabel às 20:53
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