Terça-feira, 19 de Outubro de 2004

Bodhisattva

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Em 1999 conheci algumas das pessoas que me mostraram a âncora da essência da minha vida. Uma delas, Tsering Paldron, mostrou-me com o seu sorriso claro a grande riqueza que afinal sempre esteve em mim; na mesma altura o Fernando insistiu na minha ida a um Retiro espiritual (estranho esta coisa dos retiros espirituais, pensei naquele dia!). Mas sempre gostei muito do Fernando e, considerando-o um amigo, confiando nele lá fui. "Vais ver que me vais agradecer!", disse ele com um sorriso malandreco. Quis o destino -ou o karma- que ainda antes do Retiro conhecesse aqueles que muito mais profundamente seriam os mentores de todas as mudanças que se seguiriam. Foi numa terça-feira, dia 27 de Novembro de 2001, dia em que tive o privilégio de estar na presença de Sua Santidade o Dalai Lama e, no dia seguinte, depois da palestra no Pavilhão Rosa Mota, conhecer Aquele que considero o meu Mestre: Tulku Pema Wangyal Rinpoche. Do primeiro guardo a recordação das emoções não contidas no choro; deste último guardo a palestra na Fnac, o sorriso às minhas perguntas desajeitadas em entrevista, no Algarve, que nunca cheguei a publicar, as fotografias misturadas com Mantras preciosos, os aromas calmos, TUDO, inclusive este ensinamento inspirador...


 “Uma vez dotados de um precioso corpo humano, nave tão difícil de obter, Aplicarmo-nos dia e noite à escuta, à reflexão e à meditação, / A fim de atravessar com todos os sers do oceano do samsara, / É agir como Bodhisattva."


“Na nossa prática, ondas de apego aos amigos e parentes nos submergem, / As chamas do ódio aos inimigos nos consomem; / Obscurecidos pela ignorância, esquecemos o que / Há a realizar e a evitar. / Abandonar a terra dos seus pais é agir como Bodhisattva.”


“Longe dos lugares nocivos, gradualmente se desvanecem as emoções negativas, Longe das distracções, desenvolve-se / Naturalmente uma conduta virtuosa; / Da clareza do espírito emerge a confiança nos Ensinamentos. / Estabelecer-se na solidão é agir como Bodisattva.”


“Os amigos há muito unidos separam-se um dia; / Os bens adquiridos com esforço devem ser abandonados; / Mesmo a consciência, essa viajante, deixa a pousada do corpo. / Expulsar do espírito as preocupações desta vida é agir como Bodhisattva.”


 “Em má companhia, os três venenos não param de crescer; / A escuta, a reflexão e a meditação corrompem-se; / Amor e compaixão desvanecem-se. / Abandonar os maus amigos é agir como Bodhisattva.”


 “Apoiando-nos num amigo espiritual supremo, os defeitos desvanecem-se / E as qualidades desenvolvem-se como uma lua ascendente. / Amá-Lo mais do que a nós mesmos / É agir como Bodhisattva.”


 “Quem podem proteger estes deuses mundanos, / Eles mesmos acorrentados na prisão do samsara? / Tomar refúgio nas Três Jóias, que nunca enganam aqueles que protegem, / É agir como Bodhisattva.” do livro: As Trinta e Sete Práticas dos Bodhisattvas.


"Todas as acções devem ser realizadas alegremente, de modo concentrado e com uma visão correcta, mas sempre eliminando a noção de sujeito, objecto e acção, pois NÃO há nada independente, nem sólido" Tulku Pema Wangyal Rinpoche

publicado por Isabel às 01:03
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