Quarta-feira, 3 de Novembro de 2004

Guerreiro espiritual

bodhisattva11.jpg 

Um Bodhisattva é um guerreiro espiritual. Deve deve estar sempre alerta para não se deixar levar pelas ilusões, deve ter uma couraça por forma a tornar-se imune às emoções negativas. (Mesmo o amor, considerado tão nobre pela indústria cinematográfica e televisiva, é uma emoção extremamente viciante e causadora de angústias e problemas! A forma de amar mais habitual é uma prisão: estamos presos à pessoa que amamos e prendê-mo-la a nós. Estamos a maior parte do tempo a pensar nela e agimos de acordo com o que pensamos que ela quer; por outro lado, erigimos um muro de expectativas à sua volta; um muro, pelo afastamento que provoca, ela tem que pensar em nós quando lhe perguntamos em que está a pensar, tem que se lembrar do nosso dia de aniverário, da nossa cor favorita... Temos tendência para não gostar quando a outra pessoa tem amizades profundas, especialmente se estas são do sexo oposto. Queremo-la para nós, ali, sempre. Isto é posse. Apego) Um Bodhisattva deve treinar as suas emoções por forma a saber distinguir as libertadoras das que aprisionam. Para isso observa o seu corpo, as suas palavras, os seus pensamentos... Está alerta a tudo aquilo que é desastibilizador. (Como é bom ver a liberdade da pessoa que escolheu viver connosco. Quando o outro tem amigos -mesmo do sexo oposto- , tem interesses individuais profundos, tem uma vida independente da nossa... e, ao fim do dia vem ter connosco e diz que nos ama - é certo que nos ama.) Claro que não sou uma Bodhisattva, apenas aspirante, mas mesmo assim, e ainda agora estou a começar, vejo já resultados práticos. Vivo mais feliz. Sinto-me mais solta. Parece que fiquei mais leve. E quanto mais me desprendo das "coisas", mais intensamente as tenho. É certa a analogia que li um dia sobre a moeda e o desapego: se pegarmos numa moeda e a apertarmos com força na mão (apego) não a conseguimos ver e pode até magoar, se estendermos o braço com a palma da mão aberta para cima (desapego) continuamos a ter a moeda, mas desta vez podemos observá-la, frui-la inteiramente. (É certo que a podem roubar, mas de que vale ter algo de que não podemos desfrutar? Pouco improvável, no entanto, esta ideia, pois quando há verdadeira abertura do nosso lado, a resposta tende a ser abertura também.

publicado por Isabel às 06:05
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1 comentário:
De Sofia a 3 de Novembro de 2004 às 11:49
Viva! Vim visitar-te (http://scorpio.blogs.sapo.pt) e acho que vou voltar e voltar... e voltar! :)
Gostei imenso de te ler. antes de mais, parabéns! Também sou uma balancinha e o teu post não me passou despercebido" ;) Que este ano que acabaste de estrear seja pleno de experiências luminosamente serenas!
Também houve um dia, há alguns anos atrás, em que percebi a diferença entre o amor com e sem apego e descobri que, sem dúvida alguma, "investindo" no desapego com muito amor é uma forma mais luminosa e completa de me experienciar e experienciar o meu relacionamento com os outros.
Agradeço-te por este momento tão agradável de leitura e muitos outros que hão-de vir, pois vou voltar com mais tempo! ;) bjs

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