Quarta-feira, 3 de Novembro de 2004

Energias...

Alguém me sugeriu que falasse de energia. Assunto complexo, no entanto essencial. Em última instância tudo é energia. Do microcosmos ao macrocosmos, decompondo a matéria em pedacinhos, acabamos na energia pura. Tudo é constituído por moléculas que são constituídas por átomos formados pelo núcleo, electrões e protões. O mais "estranho" chega com a Física Quântica que rouba a solidez e a previsibilidade de Newton (aquelas leis todas certinhas, como a lei da gravidade, a força centrífuga...) e dá-nos todo um mundo de novas perspectivas em que tudo é mutável e parece fugidio. As novas leis da Quântica, mais do que certezas, elaboram novas questões e regem-se porprobabilidades; o observador passa a desempenhar um papel activo muito importante. É que o observador não se pode esquecer que quando observa, influencia o fenómeno. No budismo, fala-se fundamentalmente de energias positivas e negativas descritas pelas leis da Física. As energias negativas são geradas pelo sofrimento e causam sofrimento, enquanto as positivas são geradas pela felicidade e criam elas próprias felicidade. A energia circula livremente pelo espaço. Por exemplo, quando pegamos num copo e estamos com ele um pouco na mão, alguma da nossa energia passou através da mão para o copo; a prova é que aquecemos o copo (o calor é uma forma de energia). Quando comemos um animal morto com muito sofrimento, por exemplo, estamos a ingerir energia negativa proveniente desse animal. Parece estranho, mas é perfeitamente lógico: o stress (forma de sofrimento) liberta no organismo hormonas extremamente nocivas, como adrenalina, por exemplo, que rapidamente são espalhados por todo o corpo através do sangue; ao levarmos um animal para o matadouro, os momentos imediatamentes antecedentes à sua morte são de extrema angústia no animal, as energias negativas desse sofrimento passam para nós no momento em que ingerimos as toxinas que permaneceram na carne do animal. É evidente, não é?

publicado por Isabel às 16:08
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1 comentário:
De Jlio a 5 de Novembro de 2004 às 16:31
obrigado pelo post. Aborda um assunto interessante e no meu entender central nestes contextos.
Acho interessante as pontes estabelecidas entre os aspectos mais cientificos e os psicológicos. Estes ultimos derivam concerteza também dos primeiros, mas... (há sempre um "mas" :) )...
Há coisas que indicas no post que não as entendo da mesma forma... A questão dos animais por exemplo... Podendo compreender que situações stressantes os levem a produções quimicas que depois são ingeridas não estou certo de que a adrenalina a que te referes seja assim tão nociva e principlamente se essas produções quimicas atingem níveis assim tão importantes e determinantes para quem os consome. Parece-me que essa é uma afirmação que deriva mais de uma crença que se enquadra noutros registos que não registos cientificos...
Ok... aqui não vamos estar de acordo... mas tudo bem... é mesmo assim :)
obrigado por me ajudares a perceber a tua perspectiva... continua a ser um tema a investigar...

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