Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2004

Eu

para blog.JPG

Sou eu na fotografia. Escolhi esta em que estou de costas propositadamente, porque não importa o meu rosto. Assim como não importa o meu "eu". No último comentário, disseram que é estúpido deixar ilusões. Pois cada um pensa o que quiser. A mim parece-me melhor olhar a realidade... Esta fotografia é do meu aniversário, numa festa-surpresa. Porquê de costas? Qual é o interesse, perguntam-me... A importância do Rosto, pelo qual devemos respeito, existe em função da representação do Outro, aquele que também existe, que também precisa de ser feliz. Na tadição judaico-cristã, o Rosto do Outro é a melhor expressão de nós. O Rosto espelha-nos. Na tradição budista o Rosto não importa, pois o eu e o outro é uma dualidade artificial. Escolho a budista, por isso escolho não mostrar o meu. Basta-me olhar o Outro. O importante não é o meu rosto. Importante é Rosto qualquer.Todos os rostos.

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publicado por Isabel às 22:29
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2 comentários:
De Jlio Santos a 4 de Dezembro de 2004 às 19:07
Olá Isabel
ás vezes de acordo outras em desacordo... desta vez é mais o segundo caso...
"eu e o outro uma dualidade artificial"?? porque artificial?
E também não percebi a questão da negação da importância do rosto... ele não define a nossa identidade (entre outras coisas claro). é verdade que eu existo também na minha relação com os outros mas levar isso ao extremo de até negar o valor da minha expressão (na forma como entendi que fizeste...) aí já me parece exagerado...
é a minha opinião----------------------------------------------------------


RESPOSTA: esta questão é complexa, por isso responderei num próximo post... :)
De f.limpo a 1 de Dezembro de 2004 às 22:46
Querida Isabel: nunca abdicamos do eu, apenas o dominamos ou modelamos pelo budismo, arte, etc.
http://astrologia.blogs.sapo.pt
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RESPOSTA: Parece difícil, mas claro que, ainda que por breves instantes, há alturas em que abdicamos do "eu". Quando, por ex., somos surpreendidos com uma paisagem deslumbrante, nesse breve "AHhhhh" de encantamento não existe o "eu", estamos integrados. A seguir reflectimos sobre o que vemos e sentimos e o "eu" retoma o seu domínio :)

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