Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005

concerto no Coliseu

xutos[1].jpg

Tocaram apenas três músicas cada um, mas não havia tempo para mais, tudo cronometrado até ao último minuto. Foram os The Gift, Clã, Toranja, Rui Reininho, Mesa, WrayGunn, André Indiana, Blind Zero, Fingertips, Pedro Abrunhosa e Xutos e Pontapés. Nos intervalos, o  inconfundível Álvaro Costa (convidei-o por acreditar que só ele conseguia transmitir aquele tipo de energia vibrante) animando o público de um Coliseu que reunia todas as gerações. Muitos saltos ao som do Don't look back, don't look back dos The Gift, o intimismo e a sensualidade dos Momentos de Abrunhosa - irreverente nos seus comentários- e o momento esperado por todos: "O Mundo ao Contrário". No final a apoteose: todas as bandas entram em palco, com a presença da AMI na pessoa da Dra. Leonor Nobre e os elementos do núcleo AMIarte. Fui apanhada de surpresa. Apanharam-me pelo braço "Anda, vem, vem..." e fui puxada até lá. Saí da escuridão e dancei na ribalta gritando a letra da Casinha. Nesse momento pude sentir a energia vibrante do público em todo o seu esplendor. O ambiente erradiava magia. O público agradecia e nós agradecíamos, espelho uns dos outros, unidos num único espírito. Se tivesse alguma dúvida sobre a questão das energias, tinham-me-se dissipado naquele momento. A alegria sincera, o júbilo, a harmonia era palpável. Aos primeiros acordes da "Casinha" ninguém ficou parado. Todos saltamos e dançamos, rindo, rejubilando de alegria. O Rui Reininho agarrou-me aos saltos e saltei também. Mais de 3300 pessoas e uma mesma alma. O sentido da palavra solidariedade ficou mais claro. Muito sinceramente quero agradecer a todos os que participaram, desde as bandas ao público, passando pelos elementos que nunca ninguém vê, técnicos de som, de luz, seguranças... No final, já na discoteca ACT onde festejamos todos,  alguém me falou do karma, interrogaram-me sobre se eu tinha alguma ideia de como estava a trabalhar pelo aperfeiçoamento do meu karma. Nunca tinha pensado nessa questão, muito honestamente posso dizer que nem tal coisa me tinha passado pela cabeça, mas se algo fiz pela sensibilização de um público mais embrenhado dentro da sua vida stressante, distraído das questões humanitárias, fechado num egocentrismo justificado pela vida hedonista de uma sociedade dominada pela imagem, se consegui participar neste processo de mudança, fico feliz e ofereço qualquer bem que tenha adquirido a todos os seres. No palco gritei bem alto Obrigada, mas para quem não me ouviu, faço-o outra vez

publicado por Isabel às 23:38
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2 comentários:
De Anastcio Neto a 25 de Janeiro de 2005 às 02:02
Obrigado por existires...
De Hipatia a 25 de Janeiro de 2005 às 00:32
Eu que fui público e fiz questão de o ser, tenho de agradecer. Porque há muito tempo que não sentia que ainda se pode fazer magia de forma descomprometida de interesses menores, comprometida antes com um bem maior, mais precioso, que é a nossa capacidade humanista e solidária.

Obrigada!

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