Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

poema

Criptogonia

Um cinzento que escurece a alma. Vem denso como bruma ou medo.
E envaidece o sofrimento. Mascara-se de azul. Tem asas de mel.
Sentimento de si exponenciado. Tortura da intimidade. Feroz acidez.

De súbito um sorriso que não se pode descodificar.
Ou uma lágrima sem fundo. Um olhar apenas límpido.

Volta a serenidade ao pedestal. Ainda que o abalo a ameace.

Daniel Veiga
publicado por Isabel às 04:28
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